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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Almeida Santos e a sua maldade e desumanidade

A propósito da criminosas medidas ontem anunciadas pelo Governo PS, Almeida Santos declarou, na mais despudorada, desumana, e repugnante lata, que os sacrifícios não são insuportáveis. Não serão certamente para ele, que não sabe o que é ter de viver como os tais 628 euro mensais que o Governo que ele apoia acha que é suficiente para não dar abono de família. Não serão certamente para ele, que não ganha 500 euro mensais e certamente nunca gastou apenas isto nem por uma semana quanto mais num longo mês inteiro. Não serão certamente para ele que não sabe o que é ter de viver com menos de 500 euro por mês que não chega para alimentar os filhos durante o mês inteiro!
Mas nem a idade desculpa Almeida Santos! As suas declarações apenas demonstram a sua maldade e desumanidade!

As hipócritas insónias de Teixeira dos Santos

O ministro pau mandado dos bancos, Teixeira dos Santos, disse hoje que tomar as medidas que anunciou ontem o deixou a dormir mal antes de as tomar, mas que se não tomasse deixaria de dormir (isto porque se não as tomasse provavelmente Ricardo Salgado passaria a lhe ligar todas as noites, mas já é "há sempre alguém" a especular, porque isso o ministro não disse o motivo).
Mas presume-se que agora que anunciou as ditas medidas, o Sr. Ministro, Pau mandado dos bancos, passe a dormir como um anjinho depois de provocar noites de insónia a milhares e milhares de portugueses!

Austeridade - As medidas criminosas do Governo PS/ Sócrates

Ontem, pela hora de jantar, talvez com o objectivo de provocar uma indigestão a alguns portugueses, o primeiro-ministro José Sócrates e o Ministro, pau mandado da banca e dos grandes grupos económicos, Teixeira dos Santos, anunciaram ao país as suas medidas para resolver o problema de endividamento do país (leia-se da banca e dos grandes grupos económicos).
E anunciaram, tal qual dois cães de fila que são mandados sentar pelo dono, as medidas que a banca e os grandes grupos económicos os mandaram anunciar: - redução de salários (3,5 a 10%), aumento de impostos (2% no IVA e com a diminuição dos benefícios fiscais,mais alguma coisa no IRS), redução e anulação de apoios sociais a famílias mais desprotegidas, etc, etc.
Pseudo-comentadores de economia pagos pelos bancos a peso de oiro, lá vêm dizendo como os chefes lhe mandam que isto tem de ser! a bem do país! que é necessário! e outras frases estudadas e repetidas até à exaustão para tentarem convencer os outros e talvez se convencerem a si próprios que é mesmo por isso e não para satisfazer a vontade de gula e avareza dos donos de bancos e grandes empresas para manterem os seus obscenos milhões de lucros mensais.
As medidas concretas são um violento e nojento ataque aos trabalhadores, aqueles que mais dificuldades económicas têm. Chegam ao ponto, despudorado, desumano e mesmo criminoso de retirar o abono de família a que recebe 628,00 de salário (será que algum deles sabe o que é 628,00 para viver e alimentar os filhos durante um longo e penoso mês?????).
Este é o maior e mais violento e mais criminosos ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo português dos últimos séculos!!!
O caminho não é este! Existe outro - um caminho de ruptura com estas políticas ao serviço dos grandes grupos económicos avarentos, gananciosos e criminosos!
Está na hora de as pessoas dizerem já chegam!!!!!!!!!!!!! Não avançam mais!!!!!!!!!

sábado, 18 de setembro de 2010

"Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores"

"Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)"

Geraldo Vandré

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sonho Americano ou Pesadelo de um povo?

"(...) A uma distância confortável, poderia imaginar-se que as pessoas que vivem, ano após ano, com um salário de seis a dez dólares por hora descobriram um qualquer estratagema de sobrevivência desconhecido da classe média. Mas não. Não é difícil levar os meus colegas a falarem sobre as suas condições de vida, porque, em quase todos os casos, o problema da habitação é a principal fonte de perturbações das suas vidas, a primeira coisa de que falam quando chegam ao trabalho. Ao fim de uma semana, compilei já o seguinte:

A Gail partilha um quarto num albergue bem conhecido na Baixa por 250 dólares por semana. A pessoa com quem partilha o quarto, um amigo, começou a mexer-lhe com os nervos, a dar-lhe cabo do juízo, mas sozinha ela não poderia pagar a renda.

O Claude, o cozinheiro haitiano, está morto por sair do apartamento de duas assoalhadas que partilha com a namorada e duas outras pessoas estranhas. Ao que julgo, os outros homens haitianos vivem em situações sobrelotadas semelhantes.

A Annete, uma empregada de mesa de vinte anos que está grávida de seis meses e foi abandonada pelo namorado, vive com a mãe, que é empregada dos correios.

A Marianne, que serve os pequenos-almoços, e o namorado pagam 170 dólares por semana por uma caravana para uma só pessoa.

O Billy, que, a dez dólares à hora, é o mais rico de todos, vive numa caravana de que é proprietário, pagando somente 400 dólares por mês de estacionamento.

O outro cozinheiro branco, o Andy, vive no seu barco atracado numa doca seca, que, com base nas suas descrições enlevadas, julgo que não tenha mais de seis metros de comprimento. Convida-me para ir dar uma volta no barco logo que ele esteja consertado, mas o convite é acompanhado por perguntas quanto ao meu estado civil, pelo que não lhe dou seguimento.

A Tina, uma outra empregada de mesa, e o marido pagam 60 dólares por noite por um quarto na residencial Days Inn. Isto é porque não têm carro e a residencial fica relativamente perto do Hearthside. Quando a Marianne é expulsa da sua caravana por a subalugar (o que vai contra as regras do parque de caravanas), deixa o namorado e vai viver com a Tina e o marido.

A Joan, que me tinha enganado com as suas indumentárias numerosas e de bom gosto (as recepcionistas de restaurante vestem as suas próprias roupas), vive numa carrinha estacionada por detrás de um centro comercial à noite e lava-se no quarto de motel da Tina. As roupas são de lojas em segunda mão.(...)"

Excerto de "Salário de Pobreza, Como (não) sobreviver na América" de Barbara Ehrenreich

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ataque do Governo de Israel a barcos de ajuda humanitária - Assassinos impunes

Hoje, perante a deslocação de uma frota de barcos de ajuda humanitária para ajudar o povo da faixa de Gaza, o Governo de Israel respondeu como sabe responder: Enviou comandos do exercito Israelita para fazerem o que sabem fazer, ou seja, dispararem, matarem, ferirem.
Resultado: pelo menos 19 mortos de organizações humanitárias, dezenas de feridos, possivelmente jornalistas entre os mortos e feridos (ainda não confirmado).
Perante mais uma barbárie dos soldados a mando de um Governo de assassinos, a comunidade internacional reage com a hipocrisia habitual: condena o ataque, suspende os exercícios militares de colaboração com os militares do Governo assassino (como fez hoje hipocritamente a Grécia, que diz não ter dinheiro e rouba os salários ao seu povo mas para gastar milhares em operações militares com o Governo de Israel já existe dinheiro), ou com uma posição subserviente e ridícula como o Governo português que em comunicado pede um inquérito e "condena o uso excessivo de força contra alvos civis". Condena o uso excessivo de força contra alvos civis???? Os civis são alvo??? Existe uso de força contra civis que não seja excessivo??? Vergonhoso!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sócrates/ Passos Coelho - A dança do tango e as "tangas" para tirar a tanga aos portugueses

Já tinha sido anunciado, após a "dança do Tango" entre o par José Sócrates (PS) e Pedro Passos Coelho (PSD) e foi aprovado hoje, o plano de austeridade para Portugal e para os portugueses.
E o plano é ... mais do mesmo! Sacrifícios para os mesmos de sempre!
Bem pode Pedro Passos Coelho pedir desculpa aos portugueses! Mas depois do mal feito o pedido de desculpas apenas mostra a hipocrisia o cinismo e a falsa moral que o caracteriza.
O aumento de 1% de impostos sobre o trabalho e sobre o consumo não têm o objectivo de resolver nenhum problema do país! Até porque não é necessário saber nada de economia, basta saber fazer contas, para perceber que, se aumenta o IVA em 1% sobre a venda de bens e se aumenta 1% o IRS, fazendo na prática reduzir os salários, então o consumo diminuirá o que leva a uma necessidade de redução da produção que leva ao aumento de desemprego que leva à recessão da economia.
Dizem, Sócrates e Passos Coelho, acompanhados em coro por comentadores que nunca se auto-questionam e apenas repetem como papagaios o que ouviram dizer: que os mercados internacionais nos exigem essas medidas. Mas quem são os mercados internacionais??? São pessoas??? Falam??? Têm estômago para alimentar??? Têm filhos para criar??? Ou os mercados internacionais não são mais do locais onde os especuladores sem escrúpulos especulam sobre todo aquilo de que se lembram??? Especuladores esses que vêm depois dizer: aumentem os impostos (impostos que eles não pagam porque fogem com o seu dinheiro para off-shores), baixem os salários (salários de que eles não precisam para viver porque vivem do dinheiro que fazem com especulações) e reduzam o défice com esse dinheiro que poupam (ou seja paguem-nos o que vos emprestámos com juros mais altos que decidimos aumentar porque queremos mais uns quantos milhões, e se tomarem essas medidas conseguem dar-nos esses milhões ou seja tirem aos pobres e deêm-nos a nós ricos).
E Sócrates e Passos Coelho fazem o que lhes mandam, dançam o tango, conta-nos umas "tangas" e tentam arrancar a tanga aos que já mais nada lhes resta!
Saberão estes senhores o que é ter de viver com 475 euro por mês, ou mesmo 500? Sabem quanto é uma renda de casa? Alguma vez se dão ao trabalho de pensar e fazer um pouco de contas, não de macro-economia, mas de economia familiar? Imaginam o que é um casal com 1000 euros de rendimento que paga rendas próximas dos 500 com dois filhos a dividir 500 euro por 4? pouco mais de cem euro para alimentar, vestir, pagar escolas e colégios, água, luz e telefone? Farão ideia de que estas pessoas já não têm onde cortar e ainda lhes propõem tirar mais 1% no rendimento???
Não acham que já chega!!! Porque não tiram aos bancos??? Que medidas tomaram face aos bancos terem aumentado os seus lucros e terem pago menos imposto??? Nenhuma!!!! Nem querem tomar que não é para isso que lá estão! Querem é alterar ainda para pior a distribuição da riqueza, tirar todos os centimos que possam a quem tem de sobreviver com 4 ou 5 euro por dia para aqueles que fazem milhões de lucro por hora ainda possam fazer mais.
Já chega de pouca vergonha, já chega de roubo, já chega de imoralidade na distribuição da riqueza.
As vitimas da fome acabarão por se erguer...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

América Quimicamente Fascista

"(...) Aparentemente passo o teste com distinção, porque me dizem que agora só tenho é que me apresentar num consultório médico no dia seguinte para fazer um exame à urina. Parece ser regra geral: quem quer empilhar pacotes de Cheerios ou aspirar quartos de hotel na América quimicamente fascista tem de se dispor a fazer chichi em frente a uma trabalhadora da saúde (que sem dúvida, teve ela própria de fazer o mesmo). (...)"
Excerto de "Salário de Pobreza - Como (não) sobreviver na América" de Barbara Ehrenreich

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Cálice"

"Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...(2x)

Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)"

Chico Buarque e Gilberto Gil (composição) com participação de Milton Nascimento
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sábado, 8 de maio de 2010

"Quando a gente Ama"

"Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar

Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar

Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar

Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!"

Oswaldo Montenegro

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os Empresários e a dívida pública - Vomitos de opulência

O Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, defendeu ontem segundo notícia veiculada pelo Global Notícias, que o subsidío de Natal e de Férias deveria, pelo menos em parte, ser pago sob a forma de títulos da dívida pública.
Segundo o senhor porque o problema nacional é o excesso de consumo???? E segundo o senhor, como somos uns gastadores, só poupamos metade do que poupam os espanhóis! Como tal, o senhor e a associação a que preside quer ensinar o povo a poupar!
Não diz, o senhor empresário, que os salários que os empresários pagam ao povo, são metade do que se paga em Espanha (talvez venha daí o pouparmos metade do que poupam os espanhóis).
Não diz o senhor empresário que a dívida pública não foi o povo que o contraiu, mas sim é o resultado do desmando dos empresários.
Não propõem o senhor empresário que as grandes empresas abdiquem dos seus lucros de milhões e contraiam títulos da dívida!
E acrescenta com um tom clerical " se for explicado, as pessoas vão entender que ninguém lhes tirou um tostão, porque a dívida pública é dívida soberana, garantida, e ainda por cima têm um rendimento"
Não diz, nem quer saber, que uma parte significativa do povo, precisa desse dinheiro para comprar pão. Não diz e nem quer saber que os títulos da divida não alimentam estômagos vazios. E não diz, porque quer que seja o povo a pagar o desastre do que ele e os seus consócios têm causado ao país, nem que para isso passem fome, mas isso não lhe interessa.
Vomita as soluções que melhor lhe convêm para manter a sua grosseira opulência.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Colombia, o regime assassino de Uribe e a conivência das Multinacionais

A Colômbia é um país onde continuamente se praticam grosseiras violações dos direitos humanos com a conivência dos países ocidentais e de empresas multinacionais sedentas de sugar até ao tutano os povos para acumularem lucros.
Todos os que critiquem, reivindiquem, se oponham ao regime fascista do Governo de Uribe, e às suas milícias para-militares constituídas por bandos de criminosos e assassinos profissionais, milícias essas muitas vezes ao serviço de empresas multinacionais, correm o risco de serem mortos. Sejam membros de partidos, sindicalistas ou simples cidadãos descontentes são alvos a abater seja com a conivência e silêncio dos Governos dos países ocidentais em especial dos EUA e das multinacionais, seja com a participação dissimulada, mas activa, das mesmas multinacionais.
Ainda assim, existe quem vença o medo, muitos deles acabando por pagar com a vida por essa coragem.
Aqui fica apenas o caso dos sindicalistas colombianos mortos no Ano de 2009, com a data e os sindicatos a que pertenciam.
No dia 1 de Janeiro de 2009 é morto Tique Adolfo em Prado - Tolima, do Sintragritol,
dia 7 de Janeiro de 2009 é morto Rasedo Guerra Diego Ricardo em Sabana de Torres - Santander, do Fensuagro,
16 de Janeiro de 2009 é morto Samboni Guaca Arled em Argelia-Cauca, do Fensuagro,
a 28 de Janeiro de 2009 é morto Mejía Leovigildo em Sabana de Torres - Santander, também do Fensuagro,
a 12 de Fevereiro é morto Arango Crespo Luis Alberto em Barrancabermeja - Santander, do Asopesam
a 15 de Fevereiro Ramírez Ramírez Guillermo Antonio é morto em Belén de Umbria - Risaralda, do Ser
a 24 de Março são mortos Amado Castillo Jose Alejandro e Pinto Gómez Alexander, em Girón - Santander, do Aseinpec; Cuadros Roballo Ramiro em Tuluá - Valle, do Sutev,
a 27 de Março é morto Carreño Armando em Arauquita - Arauca do Uso;
a 4 de Abril é morto Polo Barrera Hernán em Montería - Cordoba, do Sintrenal
a 16 de Abril é morto Aguirre Aguirre Frank Mauricio em Itagüí - Antioquia, do Asempi
a 22 de Abril são mortos Franco Franco Víctor em Villamaría - Caldas, do Educal e Martínez Edgar em San Pablo - Bolívar, do Fedeagromisbol
a 24 de Abril é morto Blanco Leguizamón Milton em Tame - Arauca, do Asedar
a 9 de Maio são mortos Cárcamo Blanco Vilma em Magangue - Bolívar, do Anthoc e Julio Ramos Rigoberto em Moñitos - Córdoba, do Ademacor.
a 15 de Maio é morto Cárdenas Hebert Sony em Barrancabermeja - Santander, da Fesamin
a 9 de Junho é morto Rodríguez Garavito Pablo em Puerto Rondón - Arauca, da Asedar
a 11 de Junho é morto Echeverri Garro Jorge Humberto em Puerto Rondón - Arauca, da Asedar
a 29 de Junho é morto Sepúlveda Lara Rafael Antonio em Cúcuta - Norte de Santander, da Anthoc
a 25 de Julho é morto González Herrera Herber em Sabana de Torres - Santander, da Fensuagro
a 11 de Agosto é morto Cobo Diego em San Andrés de Sotaviento - Córdoba, da Ademacor
a 21 de Agosto é morto Gómez Gustavo em Dos Quebradas - Risaralda, da Sinaltrainal (Sindicato que tem denunciado a prática da empresa Coca-Cola sobre despedimentos em massa para contratar trabalhadores com vinculo precário de forma a fugir ao pagamento à segurança social)
a 22 de Agosto é morto Díaz Ortíz Fredy em Valledupar - Cesár, da Aseinpec
a 23 de Agosto é morto Carrasquilla Abel em Sabana de Torres - Santander, Asogras
a 11 de Setembro é morto Suárez Suescún Oscar Eduardo em Cúcuta - Norte de Santander, da Asinort
a 9 de Outubro é morto Rojas Zuly em Saravena-Arauca, da Sindess
a 17 de Outubro é morto Llorente Meléndez Honorio em Puerto Wilches - Santander, da Sintrainagro (Sindicato que tem lutado por aumentos salariais que as multinacionais de produção de banana não querem pagar)
a 27 de Outubro é morto Cantero Ceballos Rafael Antonio em Lorica - Córdoba, da Ademacor
a 29 de Outubro é morto Montes Palencia Ramiro Israel em Montelíbano - Córdoba, da Ademacor
a 1 de Novembro são mortos Sánchez Fabio e Suárez Paulo em Saravena - Arauca, da Fensuagro
a 5 de Novembro é morto Medina Díaz Raúl em Arauquita - Arauca, da Fensuagro
a 12 de Novembro é morto Herrera Apolinar em Arauquita - Arauca, da Fensuagro
a 13 de Novembro é morto Cortés López Zoraida em Pereira - Risaralda, da Ser
a 27 de Novembro é morto Jaimes Pabón Alberto em Saravena - Arauca, da Fensuagro

Esta é prática assassina do regime fascista de Uribe ao serviço das multinacionais.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma burguesia politicamente corrupta

"(...)Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar. (...)"

Texto de Guerra Junqueiro em 1896 - Poderia ter sido escrito hoje com alguns ligeiros retoques e espelharia a realidade.

terça-feira, 9 de março de 2010

Entre o tiro e o despedimento

"(...)De súbito, o som do apito reboou na encosta, e os caboqueiros distanciaram-se do local em que o capataz pegava lume ao rastilho. As explosões abalaram o morro todo. Mole de rochas e terras subiu em leque e abateu com fragor. Algumas pedras sibilaram como balas rentes ao pessoal. E o estrondo repercutiu-se sobre a aldeia, enquanto leves nuvens de poeira e fumo pairavam no ar.
Os homens iam a sair dos abrigos improvisados, com pressa de acabarem as tarefas, quando o encarregado berrou:
- Falta um tiro! Inda não apitei!
Acharam-se outra vez atrás da penedia. Passaram-se minutos.
- Alors? - Interrogou Henri.
- Então? - repetiu Amaro ao capataz.
Este encolheu os ombros, arreliado.
- Às vezes fica assim a moer; mas safa-se.
- Você tem a certeza de que o rastilho estava acesso? E chegou-lhe bem a mecha?
- Sim, senhor. Ficou a arder.
Fez-se silêncio. Outros minutos decorreram, expectantes, até que Henri verificou o cronómetro.
- Basta de esperar - disse em francês. - O capataz que dê o sinal.
O empregado ergue-se e ordenou:
- Apite, que já se pode trabalhar.
- Ai isso é que não apito, senhor Amaro. Peço desculpa...
- Quem manda aqui? É você?!
- Eu não, é claro. mas acho que inda há perigo.
- Que diz ele? - Inquiriu Henri.
- Não apita. Está com medo.
Henri praguejou. Hirto, o capataz fitava os chefes, como condenado à espera da sentença. Aproximaram-se operários, preocupados com o desfecho da questão, o qual veio num gesto violento do engenheiro, que Amaro concretizou:
- Ou apita, ou vai-se embora.
- Vou-me embora - respondeu com voz firme o capataz. Entregou o apito e acrescentou:
- Se acontecer algum mal, a responsabilidade é sua.
- Dê o sinal - ordenou Henri.
Frouxo e trémulo, o assobio chegou aos ouvidos da malta; mas ninguém se mexeu. Outro sinal, agora vibrante, ecoou nas rochas inutilmente. Então Henri perdeu a calma, atirou impropérios à cara dos homens, que, todavia, permaneceram de olhos baixos e teimosos.
- Repita-lhes o que eu disse! - gritou ao empregado. - E que são todos despedidos. Todos.
- O senhor Henri diz que vocês são uns porcos, uns cobardes, e que manda todos embora.
Como que encurralados (de um lado, o tiro, do outro o despedimento), o pessoal agitou-se. De algumas bocas saíram queixas e protestos imperceptíveis:
- Há algum direito?...
- O Fariseu, se cá estivesse, é que sabia responder-lhe.
A ameaça atarantava-os. Anteviam-se despedidos, sem terras, sem trabalho, e a viverem das economias, como se comessem as próprias entranhas. Sentiram-se pois aliviados quando Robalo propôs:
- Eu não me importo de ir apalpar o furo. Se o patrão quiser...
Reflectira antes de falar. «Arriscado, era. Mas o capataz fora-se embora e alguém o substituiria. Portanto, ou agora... ou nunca.» Sem esperar pela resposta, galgou a primeira banqueta. De longe, ouviu-se a voz agoirenta do capataz.
- Não vás, Robalo! Não vás!
Um calafrio arrepiou os caboqueiros. Fez-se maior silêncio. Todos tremeram pelo companheiro que escalava o morro, em cujo cimo o moinho grande, parado, abria as lanças em cruz. Pingos de chuva caíram, e ninguém os sentiu. Mais fria que a chuva, a voz distante do capataz arrepiava o pessoal e retardava os paços de Robalo.
- Não vás... Não vás...
Vencida, a voz perdeu-se no silêncio e na humidade cinzenta do firmamento. Robalo, subindo sempre, desaparecia atrás dos pedregulhos, surgia mais acima. Os pés, pouco firmes, resvalavam-lhe na lama, e uma pedra, que rolou, fê-lo estacar. Limpou da cara camarinhas de suor frio. «Voltar para baixo seria uma vergonha. Estava quase no fim...»
De súbito, estatelou-se de braços no ar e rolou pela barreira abaixo, entra avalancha de terras e pedregulhos. Por breves segundos sentiu uma dor aguda, que não soube localizar; depois, toldou-se-lhe tudo em redor, ficou inconsciente.(...)"

Excerto de "Engrenagem" de Soeiro Pereira Gomes

sábado, 6 de março de 2010

"Cada vez somos mais" - nos 89 anos do PCP

"Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.


Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.

Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez.

Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.

Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.

Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

Por nós trazermos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.

Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.

Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.

Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.

Sendo o que nós sempre fomos
cada vez seremos mais!"

Ary dos Santos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"De Volta pro Aconchego"

a 19 de Junho

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim"

Elba Ramalho
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A TMN e como se faz uma "empresa de sucesso"

A TMN empresa do grupo PT o tal em que membros da administração foram apanhados em calhandrices sobre a TVI e a tentativa de afastamento de jornalistas por estes não agradarem ao Primeiro-Ministro José Sócrates, é apresentada como uma das empresas de sucesso que gera milhões de lucro pela excelente gestão e visão dos administradores.
Vou dar um exemplo de como se faz essa gestão, sendo eu utilizador de telemóvel da respectiva empresa, recebi uma mensagem a dizer que me ia ser descontado o serviço waiting Ring, tal como recebi mensagens a que infelizmente para mim não dei importância, de igual conteúdo sobre um tal serviço meo mobile.
Ligando para a TMN para saber que serviços eram, um é de dar musica a quem nos liga e nós pagamos, para o desactivarmos temos de enviar uma mensagem para um número, ora, e como se activa? Basta dizer que sim numa mensagem que a TMN nos envia. E, como se diz que sim? Basta tocar num botão, ou seja temos o telemóvel num bolso tocamos sem querer num botão e estamos a pagar e a TMN a ganhar!
Chamam negócios a isto!!! Gestão de sucesso!!!! Se fosse um vendedor de feira aplicari-lhe-iam outros adjectivos!!! Pior é que fazem isto porque sabem que se cada cliente lesado com esta prática de trafulhice apresentar queixa em tribunal paga de custas judiciais mais à partida do que o prejuízo que lhe foi causado, e como a maioria das pessoas não dispõe de dinheiro para isso lá vai a TMN juntando umas dezenas de euros de um e mais umas dezenas de outro que tudo multiplicado dá muitos milhares.
Mas as leis foram feitas para servir-los a eles, e não para servir o povo!
Já o outro serviço do meo mobile da simpática quantia de 7,50€ por mês é um simpático e inútil serviço de TV no telemóvel! Para esse ser desactivado passaram-me a chamada para um outro serviço que tem uns indivíduos a atender que nos perguntam se sabemos como aderimos a esse serviço???? Espantoso, eles próprios com esta pergunta demonstram que podemos aderir ao serviço sem o saber. Mais! este serviço "está disponível" para se aderir a partir de qualquer telemóvel, mesmo que o aparelho não tenha tecnologia que permita a TV funcionar no telemóvel!!!!!!!!! Depois ainda tentam nos convencer da utilidade do serviço para não desistirmos, que nos pode permitir ver TV quando vamos na rua!!!!!
A empresa de sucesso é aquela que consegue receber dinheiro dos clientes sem eles perceberem que estão a pagar serviços de que não precisam, não os pediram e não os utilizam! Tudo a bem da economia... a deles pois claro!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

História dos desentendimentos com deus

"(...) Cumpria-se o que o senhor havia anunciado, que enviaria um grande vento e que não deixaria pedra sobre pedra nem tijolo sobre tijolo. A distância não permitia a caim perceber a violência do furacão soprado pela boca do senhor nem o estrondo dos muros desabando uns após outros, os pilares, as arcadas, as abóbodas, os contrafortes, por isso a torre parecia desmoronar-se em silêncio, como um castelo de cartas, até que tudo acabou numa enorme nuvem de poeira que subia o céu e não deixava ver o sol. Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste, dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.(...)"

Excerto de "Caim" de José Saramago

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Calor subia pelos corpos

"(...) Lá em baixo, porém, os operários brandiam as varas requeimadas na ponta, cada vez mais curtas, reprimiam tosses e blasfémias. Silhuetas negras que avançavam e fugiam, ora de braços ao alto, ora encurvadas, numa dança macabra do fogo e do trabalho, ao som das máquinas. De caras transfiguradas pelo clarão vermelho do braseiro, roupas numa rodilha, chamuscadas, já não pareciam homens, mas autómatos. E a gusa solidificava nos canais paralelos. E o calor subia pelos corpos, mais e mais... (...)"

Excerto de "Engrenagem" de Soeiro Pereira Gomes

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"Diante de uma criança"

"Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal.
Todo o saber, todo o meu brilho
de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação
gravada em mim, impressa no ar.
Bola, bombons, patinação
talvez bastem para encantar?

Imprevistas, fartas mesadas,
louvores, prêmios, complacências,
milhões de coisas desejadas,
concedidas sem reticências?

Liberdade alheia a limites,
perdão de erros, sem julgamento,
e dizer-lhe que estamos quites,
conforme a lei do esquecimento?

Submeter-se à sua vontade
sem ponderar, sem discutir?
Dar-lhe tudo aquilo que há
de entontecer um grão-vizir?

E se depois de tanto mimo
que o atraia, ele se sente
pobre, sem paz e sem arrimo,
alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer
para consolo desta criança?
Como em seu íntimo acender
uma fagulha de confiança?

Eis que acode meu coração
e oferece, como uma flor,
a doçura desta lição:
dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,
vence o tédio, ilumina o dia
e instaura em nossa natureza
a imperecível alegria."

Poema de Carlos Drummond de Andrade